2º Bimestre 2020: Política
Veja a repercussão política da demissão do ministro da Educação,
Abraham Weintraub
Alvo de críticas no Congresso,
Weintraub é citado em dois inquéritos no STF. Ministro anunciou demissão nesta
quinta, em vídeo ao lado de Jair Bolsonaro.
Por G1 e TV Globo — Brasília
A demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub,
repercutiu entre políticos aliados e opositores do governo Jair Bolsonaro nesta
quinta-feira (18). O anúncio foi divulgado pelo próprio ministro, em vídeo ao
lado do presidente da República.
O
nome do substituto não foi informado. No vídeo, Weintraub lê uma carta de
despedida e afirma que não gostaria de tratar dos motivos da saída, mas que foi
convidado a assumir cargo de direção no Banco Mundial.
Ainda
lendo a carta de despedida, Weintraub diz estar preocupado com a segurança da
família. Com a ida para o Banco Mundial, o ministro deve se mudar para
Washington, nos Estados Unidos.
Weintraub
assumiu o cargo em abril de 2019, após a saída de Ricardo Vélez Rodríguez, e
permaneceu no posto por 14 meses. No período, acumulou desafetos e disputas
públicas com diversos grupos sociais – entre eles, a comunidade judaica e a
representação da China no Brasil.
A
polêmica mais recente surgiu após a divulgação do vídeo
da reunião ministerial de 22 de abril, no Palácio do Planalto.
No encontro com o presidente Bolsonaro e outras autoridades do Executivo
federal, Weintraub defendeu
a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a
quem chamou de "vagabundos".
Repercussão
Confira, abaixo, o que disseram os parlamentares após a saída de
Weintraub (por ordem alfabética):
Carla Zambelli (PSL-SP),
deputada federal: "É com o coração partido, mas com todo o carinho que
temos por você, que nós dizemos até logo. Desejamos o melhor para sua vida e de
sua família, querido Abraham Weintraub. Muito sucesso e luz em sua nova missão,
no Banco Mundial!"
Carlos Jordy (PSL-RJ),
vice-líder do governo na Câmara: "Obrigado por tudo que o senhor fez
pela educação, pelo Governo e pelo Brasil, Ministro Abraham Weintraub. Entrou
desconhecido e saiu um GIGANTE. Diferentemente de um falso herói que tivemos
entre nós, saiu com postura e hombridade. Boa sorte em sua nova jornada!"
Carlos Sampaio (SP), líder do
PSDB na Câmara: “A permanência do ministro da Educação no cargo já vinha sendo
questionada por vários segmentos da sociedade, mesmo antes da divulgação do
vídeo em que ele se referiu aos ministros do STF de forma ofensiva e
inaceitável. Porém, após sua participação em atos antidemocráticos e depois da
decisão do Supremo de mantê-lo em inquérito que investiga as fake news, o certo
é que sua participação no governo se tornou insustentável."
Eliziane Gama (Cidadania-MA),
senadora: "Abraham Weintraub era o ministro que jamais poderia ter
sido ministro. Não tinha compostura nem capacidade técnica p/ocupar tão
importante pasta. Seu único legado é um recado ao governo: a sociedade está
farta do radicalismo e de atentados à democracia. O Brasil merece
respeito."
Fernanda Melchionna (PSOL-RS),
deputada federal: "Felizmente, hoje se consagrou a demissão de Abraham
Weintraub, o pior ministro da Educação que o Brasil já teve. [...] Nós
acreditamos que a mobilização em defesa da educação pública e do ensino
superior precisa seguir. Infelizmente, Bolsonaro também é ideólogo de uma
lógica obscurantista, anticiência, anti-universidades e anti-instituições. É
fundamental lutar para derrotar esse governo."
João Henrique Campos (PSB-PE),
deputado: "Demissão de Weintraub e já precisamos focar nos
desafios que vêm pela frente. O terceiro ministro da Educação de Bolsonaro
promete ser uma triste extensão da era de Velez e Weintraub. [...] Fica claro
que Bolsonaro não quer um MEC que trabalhe por um ensino de qualidade, mas para
impor sua ideologia pessoal na educação brasileira."
Major Olímpio (SP), líder do
PSL no Senado: "Eu vejo com muita satisfação, e até tardia, a saída
do ministro da Educação. Não fez nada em relação à educação, não estabeleceu
políticas públicas educacionais. Se prestou mais a ser um ativista que, o
intuito de ajudar o presidente da República, só atrapalhou e fez tumultos
desnecessários. Que vá feliz para qualquer outra atividade, que será um bem
para a educação brasileira."
Marcelo Ramos (PL-AM), deputado
federal: "A demissão de Weintraub foi a decisão mais
importante que o presidente Bolsonaro tomou até aqui a favor da educação
brasileira. O ex-ministro é um inimigo da educação, inimigo da ciência, inimigo
dos valores humanitários. Eu sinceramente espero que o seu sucessor seja alguém
comprometido com a ciência, comprometido com a universidade, comprometido com a
boa formação da nossa juventude e um futuro fundado na educação para o povo
brasileiro."
Perpétua Almeida (AC), líder do
PCdoB na Câmara: "Weintraub foi reprovado como ministro da Educação, um
inepto para um cargo tão importante. Agressivo no trato com as pessoas,
incompetente na gestão e um perseguidor dos estudantes e das universidades
brasileiras. Comprou brigas desnecessárias. Ele nunca se preocupou de fato com
a educação, sequer construiu um plano nesse momento difícil da pandemia para acompanhar
os estudantes do Brasil, ou para o retorno organizado às aulas. O Ministério da
Educação e o Brasil não merecem um ministro como esse."
Randolfe Rodrigues (Rede-AP),
senador: "Já vai tarde! Há tempos o Ministério da Educação, assim
como o Brasil, está sem comando. É uma vitória da Educação! Mas vale lembrar:
não é porque caiu que não vai deixar de pagar por eventuais crimes, viu? Isso
vale p/ Bolsonaro e p/ Weintraub! O Brasil merece mais!"
Rodrigo Maia (DEM-RJ),
presidente da Câmara dos Deputados: "A gente espera que
possa ficar melhor, estava muito ruim o Ministério da Educação. Todo mundo sabe
a minha posição, então não adianta aqui ficar reafirmando, não é isso que vai
melhorar o diálogo com o Ministério da Educação. Esperamos que a gente possa ter,
no Ministério da Educação, alguém de fato comprometido com a educação e com o
futuro das nossas crianças."
Tabata Amaral (PDT-SP),
deputada federal: "Não fosse uma crônica de morte anunciada, diria que a
saída do Weintraub, hoje, seria artimanha do PR para abafar a prisão do
Queiroz. A saída do pior ministro da educação da história é um alívio para
milhões de jovens brasileiros. #WeinTarde."
Veneziano (PSB-PB),
senador: "Após inúmeros equívocos à frente do Ministério da
Educação, a saída de Weintraub exige que, desta vez, o governo tenha um mínimo
de sensatez e coloque no cargo um Ministro à altura que a pasta requer e que os
brasileiros exigem."
Como o governo brasileiro é horrível. Um ministro é demitido para depois começar a ganhar milhões de dólares nos Estados Unidos? Inadmissível. Isso parece mais um prêmio. Espero que o próximo Ministro da Educação seja mais educado, responsável, fiel e se importe realmente com a educação do Brasil.
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