2º Bimestre: Saúde e Bem-Estar


Anvisa autoriza vacina da Pfizer contra Covid-19 para adolescentes a partir dos 12 anos

 

Agora, a bula da vacina passará a indicar esta nova faixa etária para o Brasil; antes, a vacina só podia ser aplicada em adolescentes a partir dos 16 anos. Testes da vacina em bebês e crianças com 11 anos ou menos estão sendo feitos fora do Brasil.

Por G1

11/06/2021 07h44. Atualizado há 19 minutos.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (11), o uso da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em adolescentes a partir dos 12 anos de idade no Brasil.

 

Agora, a bula da vacina no país passará a indicar esta nova faixa etária; antes, ela só podia ser aplicada em adolescentes a partir dos 16 anos. A vacina é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos no Brasil.

 

G1 questionou o Ministério da Saúde sobre as perspectivas de vacinação dessa faixa etária. Em nota, a pasta respondeu que "a ampliação da vacinação para adolescentes a partir dos 12 anos, com o imunizante da Pfizer, será debatida na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis".

 

Também afirmou que, "neste momento, a prioridade é vacinar todos os grupos prioritários estipulados pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 e imunizar a toda a população acima de 18 anos."

 

Veja íntegra da nota:

 

"O Ministério da Saúde informa que a ampliação da vacinação para adolescentes a partir dos 12 anos, com o imunizante da Pfizer, será debatida na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis. A pasta reforça que, neste momento, a prioridade é vacinar todos os grupos prioritários estipulados pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 e imunizar a toda a população acima de 18 anos."

 

Autorizações

 

Segundo a Anvisa, a ampliação da idade em adolescentes foi aprovada depois de a Pfizer apresentar estudos que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela agência.

 

Em 31 de março, a Pfizer e a BioNTech, que desenvolveram a vacina juntas, anunciaram que ela teve 100% de eficácia em adolescentes com idades entre 12 e 15 anos.

 

A vacina já é autorizada para adolescentes de 12 anos ou mais nos Estados Unidosno Canadáno Reino Unido e na Europa.

 

O imunizante também está sendo testado, nos Estados Unidos e na Europa, em bebês a partir dos 6 meses de idade e em crianças com 11 anos ou menos.

 

Negativas de compra

 

Depoimentos e documentos apresentados na CPI da Covid mostraram que o governo brasileiro não respondeu ou negou, diversas vezes, tentativas de contato da Pfizer para vender vacinas ao país. Veja alguns exemplos:

 

·         10 de junho: Um documento apresentado à CPI e obtido pela TV Globo aponta que a Pfizer procurou a embaixada do Brasil nos EUA em agosto de 2020 para ter resposta sobre a oferta de vacina.

 

·         4 de junho: O vice-presidente da CPI, (Rede-AP), afirmou que a Pfizer enviou 53 e-mails oferecendo vacinas ao governo brasileiro.

 

·                   4 de maio: o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse em um e-mail obtido pela CPI que enfrentava dificuldades de analisar a proposta da Pfizer por causa de um vírus na rede de computadores da pasta.

 

·                   13 de maio: O gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, afirmou em depoimento à CPI que a farmacêutica tentou vender a vacina ao governo brasileiro seis vezes, sem sucesso 

 

 

FONTE: https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2021/06/11/anvisa-autoriza-vacina-da-pfizer-contra-covid-19-para-adolescentes-a-partir-dos-12-anos.ghtml

Comentários

  1. Esse novo estudo é um grande passo para que espaços públicos como escolas possam voltar por completo. Com a vacinação dos professores em andamento e a confirmação da vacinação nos jovens, os colégios poderão dar mais segurança para que os alunos voltem gradualmente às suas antigas rotinas. Porém, isso não significa que não se deve continuar seguindo as medidas de proteção (uso de máscara, uso de álcool em gel, distanciamento social), pois a partir de agora, temos que nos acostumar a viver com o “novo normal”.

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