2º Bimestre 2021: Mundo
Parada do Orgulho LGBT+
reúne milhares de pessoas em Paris
Com números da
pandemia em patamares muito baixos na França, milhares foram às ruas na
primeira passeata do Orgulho desde o cancelamento da edição de 2020. Manifestantes
criticaram lei húngara que, segundo ativistas, abre brecha para homofobia.
Por G1
Milhares participam de Parada do Orgulho LGBTQ+ em Paris
neste sábado (26) — Foto: Lewis Joly/AP Photo
A parada do Orgulho LGBT+ atraiu milhares de pessoas para as ruas de
Paris, capital da França,
neste sábado (26), com muitos manifestantes usando o primeiro evento do tipo
desde a pandemia para denunciar a repressão na Hungria.
Os
manifestantes gritaram slogans como "Direitos dos homossexuais são
direitos humanos!" e percorreram as ruas desde Pantin, nos arredores de
Paris, até Place de la Republique, na margem direita da cidade, com bandeiras
de arco-íris e cartazes coloridos. Foi a primeira vez que a parada saiu da
periferia, e não do centro da cidade.
Participantes da
Parada do Orgulho LGBT+ dançam na Place de la République em Paris neste sábado
(26) — Foto: Lewis Joly/AP Photo
Houve aglomerações e nem todos os
participantes usavam máscaras. A França neste momento começa a ensaiar uma
reabertura com números bem baixos de casos e mortes por coronavírus — no
entanto, algumas restrições continuam em vigor.
Mais de 200 manifestações pelos
direitos LGBT foram adiadas ou canceladas por causa da pandemia no ano passado,
segundo a Associação European Pride Organisers.
Críticas ao
governo húngaro
'Não
existe amor censurado', diz cartaz levantado por manifestantes em Parada LGBT+
de Paris deste sábado (26) — Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters
Questionado sobre a Hungria, onde uma nova lei proíbe a distribuição de
materiais considerados como promotores da homossexualidade em escolas,
um manifestante afirmou que se trata de uma situação inaceitável.
"Nenhum país
do mundo, nenhuma parte do mundo deveria criminalizar a homossexualidade. Isso
é um absurdo", disse Marc Pauli, 58, à Reuters TV.
O governo húngaro argumenta que a
legislação servirá para evitar a promoção de conteúdos relacionados à homossexualidade
nas escolas e que não se trata de discriminação. Mas observadores
internacionais e ativistas acreditam que a lei abre brecha para formas
explícitas de preconceito e violência homofóbica.
Por isso, países da União Europeia vêm
intensificando a pressão sobre o regime de Viktor Órban, primeiro-ministro
húngaro. Políticos de países como a Holanda são favoráveis inclusive à retirada
da Hungria do bloco por não cumprir com requisitos relacionados à qualidade
democracia considerados essenciais para o funcionamento da UE.
Na semana passada, a questão da
Hungria chegou à Eurocopa, quando a torcida alemã levou bandeiras do Orgulho
LGBT+ para o jogo entre Alemanha e Hungria em Munique.



Eu concordo com o que se foi dito pelo manifestante Marc. Homossexualidade não é crime, é uma forma de se sentir, é como as pessoas se definem. Na verdade, deve-se falar mais sobre escolha de gênero nas escolas, para que os estudantes quando se tornarem adultos saibam respeitar a escolha dos outros ou não se sintam com medo de expressarem seus sentimentos. No Brasil, nesse mês dedicado a luta LGBT+, também houve diversas manifestações em busca de garantir os direitos e o respeito a esse grupo de pessoas da sociedade. Porém, ainda há muita coisa que precisa mudar. A população brasileira precisa ser mais acolhedora, mais respeitosa e menos homofóbica.
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