4º Bimestre 2020: Saúde e Bem- Estar
Critério para escolher uma vacina é a ciência, e não nacionalidade, diz OMS
Declaração foi dada após questionamento sobre a
decisão de Bolsonaro de cancelar acordo de compra da CoronaVac, vacina contra o
coronavírus desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o
Instituto Butantan.
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Por
Bianca Rothier, TV Globo
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A porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Harris, afirmou nesta sexta-feira (23) que a entidade escolhe as vacinas que apoia com base em critérios científicos, e não pela nacionalidade da empresa que as desenvolvem. A declaração foi dada após Margaret ser questionada sobre a decisão de Jair Bolsonaro de não comprar vacinas chinesas.
"Nós escolhemos a ciência. [A questão] não é a respeito da nacionalidade, e essa é a beleza de ser multilateral, esse é o ponto da ONU. Nós escolhemos a ciência e deveremos escolher a melhor vacina. E como se sabe, não vamos apoiar nenhuma vacina até que seja provado que ela teve o mais alto padrão de segurança e o nível certo de eficácia."
Margaret Harris, porta-voz da OMS, em vídeo da entidade de 2015 — Foto:
Reprodução/OMS
Nesta
terça-feira (20), o Ministério da Saúde anunciou um protocolo de intenção de
compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, a vacina contra o coronavírus
desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.
Na
quarta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ordenou o
cancelamento do acordo e que "estaria comprando uma vacina que ninguém
está interessado por ela, a não ser nós".
Politização da vacina
Em
entrevista, a vice-diretora-geral da OMS, Mariângela Simão, disse que das 10
vacinas em estados avançados de pesquisa, 4 são chinesas, uma é russa e cinco
outras são de multinacionais.
"O Brasil tem condições de avaliar, por meio da Anvisa, porque uma vacina não pode entrar no mercado antes de terminar a fase 3", disse ela.
"Hoje o mundo depende de muitos produtos farmacêuticos que são oriundos da China: muitos dos princípios ativos farmacêuticos, boa parte das plantas, das fábricas de produção, por exemplo, antibióticos são chinesas, vêm da China."
Segundo a vice-diretora-geral da OMS, há politização em torno do tratamento da Covid-19, mas o importante é que a autoridade sanitária (no caso brasileiro, a Anvisa), esteja atenta.

O mundo está passando por uma situação muito difícil, onde todos países deveriam se ajudar para ser descoberta uma vacina. Qualquer tipo de briga política, nesse momento, não acrescenta em nada. O que realmente devemos nos preocupar é com a eficácia da vacina e não de onde ela vem. Por mais que nessa briga, esteja muito dinheiro em jogo é importante que seja garantido que a vacina será segura e de que o mundo inteiro terá acesso a ela.
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