1º Bimestre 2020: Educação
Auxílio-merenda e cestas
básicas: veja como prefeituras e estados estão compensando ausência de
alimentação nas escolas
Com isolamento social causado
pela pandemia do novo coronavírus, crianças pelo país ficaram sem acesso à
merenda oferecida nas instituições de ensino.
Por G1
13/04/2020 21h31 Atualizado há
um dia
Cestas básicas são entregues em supermercado de Belo
Horizonte pela prefeitura — Foto: Zaíra Magalhães/SMASAC/PBH
Com a pandemia
do novo coronavírus e medidas de isolamento social, as aulas
estão suspensas em todo o país. Com isso, estudantes da rede pública ficaram
sem acesso direto à merenda oferecida pelas escolas.
O G1 procurou
governos estaduais e distrital e prefeituras de capitais para saber quais
medidas têm sido tomadas para ajudar a família das crianças.
Rio de Janeiro
O governo estadual vai distribuir valores de R$ 100 a alunos da rede pública estadual
em situação de extrema pobreza, que são atendidos pelo Cadastro Único e
beneficiados pelo Bolsa Família, mas ainda
não sabe quantos são. Algumas famílias receberão cestas básicas.
O
auxílio será entregue através de um aplicativo, que ainda não foi definido pela
Secretaria de Educação.
A
prefeitura também dará um valor de R$ 100, destinado à compra de alimentos em
supermercados, a alunos da rede municipal.
Até o
fim de abril, 140
mil famílias cadastradas no Bolsa Família e no Cartão Família Carioca recebem o
auxílio entregue diretamente nas escolas, "seguindo as
orientações de distância mínima entre as pessoas".
Minas Gerais
O
governo mineiro tem o Bolsa Merenda, que deve
distribuir tíquetes mensais de R$ 50 para cada um dos 2 milhões de estudantes
da rede estadual em situação de extrema pobreza, inscritos no
Cadastro Único.
O
projeto ainda está em processo de implementação e deve começar até o fim de
abril. A forma da distribuição não foi
estabelecida.
Em Belo
Horizonte, mais de 130
mil cestas básicas foram distribuídas a famílias da rede municipal de ensino e
a pessoas em situação de vulnerabilidade pela prefeitura.
O
benefício mensal começou no dia 31 de março e era destinado apenas aos
estudantes. No dia 9 de abril, a iniciativa foi ampliada para alunos da
Educação de Jovens e Adultos (EJA), famílias incluídas no cadastro único dos
programas sociais e trabalhadores informais que atuam nas ruas da capital.
Para
evitar aglomeração, a prefeitura está fazendo a entrega em dias e locais
diferentes, consultados pela internet.
Distrito Federal
No
Distrito Federal, o governo distrital organizou dois auxílios.
O
cartão creche dá um crédito mensal de R$ 150 a 23.383 crianças de 0 a 5 anos
desde o fim de março.
O pagamento é feito através de um cartão produzido pelo Banco de Brasília, entregue nas creches com
horário marcado para evitar aglomerações.
Já a
bolsa alimentação tem valores mensais que variam entre R$ 59,70 (para alunos
que fazem apenas uma refeição na escola), R$ 119,40 (duas refeições) e R$ 179,10
(três refeições). O benefício chega a 106.435 alunos por meio do Cartão
Material Escolar, dado
no início de 2020.
Pernambuco
A
prefeitura do Recife distribuiu 2,6 mil toneladas em alimentos para mais de 90
mil estudantes da rede municipal de ensino desde 18 de março. O benefício, que começou quinzenal,
passou a ser mensal. Também foram distribuídos kits de limpeza.
As
entregas acontecem nas próprias escolas, que apresentam marcadores no chão para
que a distância de 1,5 metro seja respeitada.
Na
quarta-feira (8), o governo
estadual anunciou um cartão-alimentação para cerca de 240 mil estudantes.
O benefício, no valor de R$ 50, contempla alunos em situação de vulnerabilidade
e começa a ser distribuído no dia 20 de abril.
O G1 procurou
o governo para saber como o valor será distribuído, mas não recebeu resposta
até a publicação desta reportagem.
São Paulo
O
governo de São Paulo vai
distribuir um subsídio no valor-base de R$ 55 mensais para
a compra de alimentos para cerca de 732 mil estudantes da rede estadual.
Durante
dois meses, o benefício dobra e passa para R$ 110 a 113 mil alunos em situação
de extrema pobreza. O auxílio será entregue através do aplicativo PicPay.
No dia
2 de abril, a prefeitura
começou a distribuição de vale-alimentação a 273 mil crianças de
famílias em situação de extrema pobreza cadastradas no Bolsa Família.
Alunos
de creches municipais receberão R$ 101 por mês, estudantes do ensino infantil
R$ 63 e, do ensino fundamental, R$ 55.
O
pagamento é feito por meio de um cartão que foi distribuído aos beneficiários.
Até quarta-feira, 25% dos alunos já tinham recebido o cartão.
Na
sexta-feira (10), a Justiça
determinou que governo e prefeitura deveriam garantir merenda a todos os alunos
da educação básica. A liminar atendeu a pedido da Defensoria e do
Ministério Público.
As
pastas municipal e estadual afirmam que ainda não foram notificadas, mas que,
quando forem, vão recorrer da decisão.

Essa reportagem mostra como a alimentação fornecida pelas escolas fazem falta para as famílias, em especial as crianças. Com isso, eu fico pensando como as escolas públicas têm ajudado muito na vida dessas crianças, pois infelizmente elas não têm condições de ter sempre comida em casa. E fico triste de pensar que muitos pais não conseguem, no dia a dia, alimentar seus filhos e a escola é que faz esse papel. O governo precisa ajudar essas famílias, para que elas tenham uma vida digna com o básico para sobreviver.
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