1º Bimestre 2019: Política
Caso Marielle e Anderson:
PM reformado e ex-PM são presos suspeitos do crime
Força-tarefa afirma que o policial reformado Ronnie Lessa atirou
contra a vereadora e que o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz dirigia o carro
que perseguiu Marielle. Crimes completam um ano nesta quinta-feira (14).
Por Felipe Freire, Leslie Leitão, Marco Antônio Martins, Paulo
Renato Soares e Henrique Coelho, TV Globo e G1 Rio
12/03/2019 05h38
Policiais da Divisão de
Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de
Janeiro prenderam, por volta das 4h30 desta terça-feira (12), o policial
militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio
Vieira de Queiroz, de 46 anos. A força-tarefa que levou à Operação Lume diz que
eles participaram dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do
motorista Anderson Gomes. Os crimes completam um ano nesta quinta-feira (14).
O que diz a
denúncia
PM reformado Ronnie Lessa é o autor dos 13 disparos que mataram Marielle e
Anderson;
ele estava no banco de trás do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora.
Ex-PM Élcio Vieira de Queiroz dirigiu o Cobalt na noite do crime.
A investigação
ainda tenta esclarecer quem foram os mandantes do crime e a motivação.
Prisões
Segundo informações obtidas pelo G1, Ronnie e Élcio estavam saindo de suas casas quando foram presos. Eles não resistiram à prisão e nada disseram aos policiais.
Ronnie estava em sua casa em um condomínio na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, o mesmo onde o presidente Jair Bolsonaro tem residência. Élcio
mora na Rua Eulina Ribeiro, no Engenho de Dentro.
A Operação Lume cumpre ainda 32 mandados de busca e apreensão contra os
denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks,
computadores, armas, acessórios, munição e outros objetos. Durante todo o dia,
haverá buscas em dezenas de endereços de outros suspeitos.
Após a prisão de Ronnie, agentes fizeram varredura no terreno da casa
dele e encontraram armas e facas. Detectores de metais foram usados para
vasculhar o solo, e até uma caixa d'água passou por vistoria.
'A mando de quem?', questiona Freixo:
O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) disse que, apesar das
duas prisões, o caso "não está resolvido". Amigo de longa data, ex-chefe e correligionário de Marielle,
ele questionou: "A mando de quem [ela foi assassinada]?".
"São prisões importantes, são tardias. É inaceitável que a
gente demore um ano para ter alguma resposta. Então, evidente que isso vai ser
visto com calma, mas a gente acha um passo decisivo. Mas o caso não está
resolvido", disse Freixo em entrevista ao G1 e ao Bom Dia Rio.
"Ele tem um primeiro passo de saber quem executou. Mas a
gente não aceita a versão de ódio ou de motivação passional dessas pessoas que
sequer sabiam quem era Marielle direito."
Três meses de
pesquisas
Ronnie foi levado à Divisão de Homicídios do Rio por volta das
4h30. De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao
Crime Organizado, o crime foi meticulosamente planejado durante três meses.
A investigação aponta que Ronnie fez pesquisas na internet sobre
locais que a vereadora frequentava. Os investigadores sabem ainda que, desde
outubro de 2017, o policial também pesquisava a vida de Freixo.
Ronnie teria feito pesquisas sobre o então interventor na
segurança pública do Rio, general Braga Netto, além de buscas sobre a
submetralhadora MP5, que pode ter sido usada no crime.
A polícia afirma ainda que Ronnie usou uma espécie de
"segunda pele" no dia do atentado. A malha que cobria os braços
serviria, segundo as investigações, para dificultar um possível reconhecimento.

Finalmente esse crime está sendo investigado melhor. Depois de tanto tempo sem nenhuma resposta, os principais suspeitos foram presos. Apesar de não se saber ainda quem são os mandantes, a justiça tem que ser feita para que um dia tudo seja esclarecido e os culpados punidos.
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