3º Bimestre: Política
Bolsonaro segue sem sinais de
infecção e hospital confirma que passará por nova cirurgia posteriormente
Candidato
está se recuperando de facada levada em ato de campanha em Juiz de Fora.
Operação ocorrerá para 'reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de
colostomia'.
Por César Menezes, TV Globo
10/09/2018
10h08. Atualizado há 4 horas
Boletim médico do
Hospital Albert Einstein informa que Jair Bolsonaro segue
"sem sinais de infecção" e confirma que o candidato à Presidência
pelo PSL passará por nova cirurgia posteriormente. O comunicado, divulgado na
manhã desta segunda-feira (10), diz que a operação será feita para
"reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia".
O presidenciável está internado desde sexta-feira (7) no hospital na Zona Sul de São Paulo se recuperando de
uma facada levada durante ato de campanha no Centro de Juiz de Fora (MG), na tarde de quinta (6).
A realização da operação,
considerada de grande porte, já estava prevista para depois que o candidato
tiver alta. Segundo médicos ouvidos pela reportagem, a cirurgia só deve
acontecer daqui a dois meses. Nesse meio tempo, Bolsonaro seguirá com a bolsa
externa ligada à barriga.
O boletim médico afirma que,
passados quatro dias após o ferimento, o estado do candidato "ainda é
grave e permanece em terapia intensiva".
"O paciente permanece
ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal),
que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais.
Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do
mesmo modo hoje", acrescenta o documento, assinado pelos médicos Antônio
Luiz Macedo, cirurgião; Leandro Echenique, clínico e cardiologista; e Miguel
Cendoroglo, diretor superintendente do hospital.
O comunicado acrescenta que
Bolsonaro permanece "recebendo o suporte clínico, cuidado de fisioterapia
respiratória e motora, e alimentação exclusivamente parenteral
(endovenosa)".
No último boletim, divulgado no
fim da tarde de domingo, foi informado que o candidato tinha "leve anemia, em decorrência do sangramento inicial".
Na tarde de sábado (8), Flávio
Bolsonaro, um dos filhos do presidenciável, postou nas redes sociais uma foto
do pai em uma poltrona na UTI. Na imagem, ele aparece fazendo sinal de armas
com as mãos.
Questionado na porta do
hospital sobre o gesto, outro filho do candidato, Eduardo Bolsonaro, disse que
o sinal já é uma marca registrada do pai devido à sua posição contra o
desarmamento. Eduardo disse também que não vê nada de prejudicial no gesto ou
algo que possa gerar violência.
Segundo a cúpula do Einstein,
os principais riscos que serão monitorados são pneumonia (pois o candidato
ficou muito tempo em choque e perdeu cerca de 2 litros de sangue) e infecção
(por causa do vazamento de massa fecal na cavidade abdominal).
A previsão de internação é de
sete a dez dias. A retomada das atividades só deve ocorrer após 20 dias.
Bolsonaro estava internado na Santa Casa de Juiz de Fora, em
Minas Gerais, onde passou por uma cirurgia após o ataque que sofreu (entenda a
operação ao final da reportagem).
A transferência foi feita via
aérea, em um avião UTI, na manhã de sexta, até Congonhas. De lá, o candidato
foi levado pelo Helicóptero Águia, da Polícia Militar paulista, até o Palácio
dos Bandeirantes, sede do governo estadual e vizinha do hospital. Uma
ambulância do próprio Einstein o levou do palácio ao centro médico.
A violência que o candidato Bolsonaro sofreu é muito grave, porque nada se resolve com violência. Mesmo Bolsonaro tendo um jeito que deixa algumas pessoas nervosas e com raiva, ninguém merece ser tratado assim. Ele poderia ter morrido.
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