2º Bimestre 2019: Cultura




Quadrilha junina é espetáculo de arte cênica sobre a cultura nordestina


Ao Programão, Luar do São João conta detalhes sobre a tradição francesa que conquistou o Nordeste


15/06/2019 14h01  

 Foto: GSHOW PI

Em junho, o som da sanfona, do xaxado e baião invade o Nordeste. A tradição das festas juninas faz muita gente comer, festejar e dançar ao som das quadrilhas, que promovem verdadeiros espetáculos em terreiros, fazendas, comunidades. O Programão, então, decidiu participar de um arraiá para entender como acontecem essas belíssimas apresentações.
Ramon Patresi, diretor da quadrilha Luar do São João, é quem nos traz detalhes. “A quadrilha tem origem na França, nos grandes salões franceses, começou com a dança de dois pares e foi se popularizando na Europa. Foi importada para o Brasil através do Rio de Janeiro e logo pegou o gosto do povo e se espalhou até o Nordeste”, conta.
Em nossa região, as quadrilhas se transformaram e passaram a ter características do forró, do baião e da cultura nordestina. “A quadrilha é um espetáculo de artes cênicas. Toda quadrilha deve ter, obrigatoriamente, um casamento. A quadrilha junina no Nordeste é uma festa de casamento matuto. Toda quadrilha deve um noivo, uma noiva e um padre", explica.
E no Brasil temos dois tipos de quadrilhas: as tradicionais, que ainda mantém aquela tradição da chita, de materiais mais rudimentares, e as quadrilha estilizadas, que assim como escolas de samba no Carnaval, todos os anos, trabalham temáticas diferentes.
Ramon Patresi também frisa que nas quadrilhas juninas não podem faltar o rei e a rainha do milho, personagens que representam uma homenagem a colheita desse alimento tão valorizado no Nordeste, e que são os tradicionais rei e rainha caipira. Além disso, os grupos também costumam ter um casal de Lapião e Maria Bonita.

Luar do São João


A Luar do São João é grupo que representa o Piauí no Festival de Quadrilhas da Globo Nordeste, que acontece em Pernambuco. Ela é composta por 170 pessoas, dos quais são 60 pares de dançantes, uma banda musical que toca ao vivo, um teatro e uma equipe de produção. Este ano, junina faz sua sexta participação no concurso e leva novidades para despontar no cenário nacional.
"Em 2019 vamos falar de país tropical, "São João Tropicália”. Vamos reviver um pouco da manifestação cultural, social e musical. Além de trazer para a nossa realidade coisas que são atuais, como a reivindicação que acontece em relação à educação, a resistência do povo nordestino. Vamos ter muito Caetano VelosoGilberto GilCarmem Miranda e o nosso piauiense, Torquato Neto. A licença poética nos permite explorar tudo pela história de um casamento", diz.
Ramon Patresi também conta que todos os figurinos utilizados nas apresentações são produzidos pelos integrantes da quadrilha, em uma produção 100% piauiense.
"A gente procura guardar pelo menos um exemplar para ficar de memória. Mas, a cada ano, a gente vende os figurinos comprar o material para a roupa do ano seguinte”, revela.



Comentários

  1. Eu não sabia que a tradição de dançar quadrilha veio da Europa. Gosto muito de conhecer melhor sobre a cultura do nosso país, pois como tem várias tradições, muitas são desconhecidas e interessantes. Os meus pais são nordestinos e quando morávamos na Bahia, participávamos de todas as festas juninas, comendo comidas típicas, dançando forró e quadrilha. A minha família gosta muito de festejar as tradições nordestinas.

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