2º Bimestre: Política
Índice de 59% de eleitores que não citam
candidato em pesquisa mostra desencantamento com a política
Por
Gerson Camarotti
28/06/2018 11h09 Atualizado 28/06/2018 11h09
A pesquisa CNI/Ibope divulgada
nesta quinta-feira (28) explicita um dado que já começava a
ser visto em outros levantamentos de intenção de votos: o percentual
significativo de votos em branco ou nulos.
No cenário espontâneo (em que
não é apresentada uma lista de candidatos para o entrevistado), o percentual de
brancos e nulos chega a 31%. Aqueles que não sabem ou não responderam chegam a
28%.
Esses números são expressivos,
porque faltando pouco mais de 3 meses para a eleição, 59% dos eleitores não
citaram intenção espontânea de votar em algum candidato. Isso tem sido apontado
como um reflexo do desencantamento do eleitor com a política, reforçado pelos
escândalos recentes de corrupção e também pela difícil situação econômica pela
qual passa o país.
Nos cenários estimulados (em que é
apresentada aos entrevistados uma lista de candidatos), os votos brancos e
nulos permanecem elevados, com 22% no cenário com o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) e 33% no cenário sem Lula.
Outro dado que chama a atenção
nas pesquisas é a elevada rejeição dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Lula,
com 32% e 31% respectivamente.
O ex-presidente Fernando Collor (PTC)
também aparece com 32% de rejeição, mas seu partido retirou a pré-candidatura. No
cenário sem Lula, a candidata Marina Silva (Rede) é a mais beneficiada. Na
sequência, vem Ciro Gomes (PDT). Eles chegam a dobrar a intenção de voto.
Marina pula de 7% para 13% e Ciro de 4% para 8%.
Impopularidade
Já sobre avaliação do governo do
presidente Michel Temer, a rejeição recorde de 79% apontada pela pesquisa tem
duas motivações: enfraquecimento do governo, explicitado durante a greve dos
caminhoneiros; e a agenda negativa das investigações envolvendo o nome de
Temer.
É decepcionante mesmo, os cidadãos não sabem em quem votar, pois a maioria dos candidatos são repetidos e que já trouxeram coisas ruins.
ResponderExcluirSó podemos agora ter esperança de pessoas sinceras e honestas aparecerem na política.